06.09.2018

“Quem Decide se a Minha Roupa é Decente?” - Moralismo em Moçambique

Moralismo, conservadorismo e sensacionalismo exacerbado, suas raízes, efeitos e manifestações em Moçambique juntam mais de 100 participantes num debate procedido de uma exposição colectiva no CCMA.

  • Imagem: FES Moçambique.
    Arte: Emília Duarte, Shot B, Taila Carrilho & Psiconautah

Moçambique é palco de uma crescente onda conservadora e  moralismo exacerbado que a reboque de ideologias machistas, capitalistas e patriarcais, demonstra não ter limites éticos e morais para deturpar, caluniar, distorcer, e despolitizar os debates políticos que precisam ser feitos com franqueza e participação efectiva  da sociedade civil  e em particular da Mulher. Mas o que é a norma? Quem a define? Qual é a diferença entre a moral e o moralismo? De onde vem as regras invisíveis e códigos que ditam  nosso comportamento?

Com base nessas questões, aconteceu no passado dia 5 de Setembro, o debate politico-cultural titulado “Quem decide se a minha roupa é decente?”- Moralismo em Moçambique, organizado pela   Fundação Friedrich Ebert Stiftung, em parceria com o Centro Cultural Moçambicano Alemão e a Associação Sócio Cultural Horizonte Azul

O debate  contou com a participação de várias organizações da sociedade civil, artistas, membros de organizações cristãs, e o público aqueceu rapidamente. Foram reflectidos os valores morais que sufocam a liberdade de viver e ser dos indivíduos e na sociedade moçambicana,  e os efeitos que isso tem sobre mulheres moçambicanas, membros da comunidade LGTBI e pessoas com estilos de vida alternativas

Não só foram identificadas as problemas, como o machismo e o controle do corpo da mulher, mas também surgiram  ideais de como podemos enfrentar esses desafios e contribuir para desenvolver uma sociedade tolerante e aberta a opiniões diversas. Existem vários grupos e movimentos que usam a força da educação, sensibilização, ou da arte, como o teatro das oprimidas, para chegar a uma sociedade mais justa e igualitária.

Os artistas Emília Duarte, Shot B, Taila Carrilho e Psiconautah transportaram para tela e papel os conteúdos do debate, onde artistas e activistas reflectem sobre o tema e questionam os valores da sociedade que estão em crise

O debate e a seguinte exposição tentaram denunciar um moralismo perigoso e simultaneamente desenvolver uma visão de uma sociedade tolerante com opiniões diversas. 

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